Palavras deviam ser celebradas

‘Jamais lhe ocorrera que escrever fosse algo prazeroso para ele. Era algo que ele simplesmente fazia. Fazia-o porque não podia se imaginar sem aquilo.

Mas pensando em retrospecto, se deu conta de que experimentava uma estranha satisfação sempre que escrevia uma frase que saia perfeitamente correta, que expressava seus sentimentos com perfeição.

Ficara sentado ali por um longo tempo – sem dúvida por cerca de meia hora – com a caneta posicionada, esperando inspiração. Então, de repente, seus lábios se abriram num sorriso largo e maravilhado.

Sim ele gostava de escrever. Engraçado como nunca se dera conta disso antes.’

‘A onda de satisfação e de orgulho que a invadia quando escrevia o que considerava uma edição especial. A sensação de saber que escolheu as palavras perfeitas. A certeza de que escreveu algo bom.

Só é possível apreciar isso depois de ficar horas olhando para uma folha de papel em branco sem ter a menor ideia do que escrever.

Quando não estava escrevendo, estava pensando em escrever ou tentando desesperadamente tentando chegar a alguma maneira inteligente de formular determinada frase até poder chegar em casa e anotá-la.’

“Palavras deviam ser celebradas.”

 – J. Quinn

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