Lithium twice a day

​”Quando é preciso escolher

Entre ser “saudável” ou ser você

A “cura” adormece parte do seu ser

A ponto de não se reconhecer

E não saber mais como viver

É abraçar o que te faz querer correr

Engolir, cuspir, escolher

Um é meio-existir ou outro é morrer.”

 R.P.B.Q.

Lithium twice a day – 28Jan2017

“It’s toxic but it works.”

Anúncios

Proteprimiu

Você me amou

Só não me deixou saber

Amou muito!

Tanto, tanto!

Quis me proteger

Protegeu tanto que, sem querer

Não me deixou respirar e viver

Protegeu de quase tudo

Menos da pressão do mundo

Do peso da obrigação e do dever

Da solidão, do medo de te perder

Por medo de quem eu era ou viria a ser

Me fez escravo do “não”, me fez morrer

Minha mão desistiu de escrever

Me fez sufocado e mudo

Me protegeu do absurdo

Me protegeu de quase tudo

Só não me protegeu de você.

R.P.B.Q

Proteprimiu – Não sei quando em 2016

Escritores

De quem é a culpa

“É culpa deles eu me sentir e pensar assim.
É culpa minha eu continuar a me sentir e pensar assim.”
18Jun2016
R.P.B.Q

Palavras deviam ser celebradas

‘Jamais lhe ocorrera que escrever fosse algo prazeroso para ele. Era algo que ele simplesmente fazia. Fazia-o porque não podia se imaginar sem aquilo.

Mas pensando em retrospecto, se deu conta de que experimentava uma estranha satisfação sempre que escrevia uma frase que saia perfeitamente correta, que expressava seus sentimentos com perfeição.

Ficara sentado ali por um longo tempo – sem dúvida por cerca de meia hora – com a caneta posicionada, esperando inspiração. Então, de repente, seus lábios se abriram num sorriso largo e maravilhado.

Sim ele gostava de escrever. Engraçado como nunca se dera conta disso antes.’

‘A onda de satisfação e de orgulho que a invadia quando escrevia o que considerava uma edição especial. A sensação de saber que escolheu as palavras perfeitas. A certeza de que escreveu algo bom.

Só é possível apreciar isso depois de ficar horas olhando para uma folha de papel em branco sem ter a menor ideia do que escrever.

Quando não estava escrevendo, estava pensando em escrever ou tentando desesperadamente tentando chegar a alguma maneira inteligente de formular determinada frase até poder chegar em casa e anotá-la.’

“Palavras deviam ser celebradas.”

 – J. Quinn

Algumas pessoas que seguem o blog comentam que certas coisas que eu escrevo são meio tristes, meio sombrias e é verdade.
Eu escrevo sobre tudo e sobre todos. Sobre tristeza e alegria, sobre sombra e sobre luz. Ter um transtorno mental e ter que viver a mesma vida que todo mundo é punk e muitas vezes eu usei a escrita pra gritar em silêncio.
Tristes ou não, sombrias ou não, eu sei que as coisas que eu escrevo tem sua beleza. Por isso acredito que é válido publicar, fale eu sobre amor ou sobre dor…

Vou te falar como é

Quando corre o calor
Da ponta dos cabelos às pontas dos pés
Que é sereno com ardor
Que às vezes sorte às vezes revés

Que faísca ao simples contato
Que aguça os sentidos
Olhos, boca e ouvidos
Inebria tato e olfato

Que é malícia e inocência
Cuidado, desejo
Que é carícia, que é carência
Cafuné e beijo

Que é carinho e rendição
Corpo, pensamento e coração

Que se deixa prender
Que é estar preso por querer

Que olha nos olhos e entende
Que mesmo que longe, sente
Que faz do frio o quente
Que faz sorrir mesmo que ausente

Que conforta como cobertor, meia e pijama
Que pacifica e que faz drama

Que faz do cotidiano lua-de-mel
De flores, frutas e cetim
Sol, estrelas, azul e céu
Que sublinha “você” e desbota o “mim”

Que é dois em um
Que é compromisso
Posso dizer que amor é isso

Olhar ao lado faz sentir forte
Seja lá o que for
Que dure até a morte
Firme seja em preto-e-branco ou em cor

Realidade, sem ilusão
Verdadeiro na alegria e na dor
Porque o amor vem com paixão
Mas paixão não é amor

R.P.B.Q.

Vou te falar como é20Jul2015